Para que serve a fiscalização dos ônibus na ponte?

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Google Maps/divulgação

Andreo Fischer

Para aqueles que vão à capital gaúcha, a viagem começa em Gravataí lá na 107 ou no Centro de Gravataí mesmo, mas tem uma pausa na divisa de Cachoeirinha com Porto Alegre, a famosa ponte que dá nome a diversas linhas das empresas de ônibus de Gravataí e Cachoeirinha.

Segundo a assessoria de comunicação da Sogil, responsável pelo transporte de Gravataí para Porto Alegre e para cidades da região metropolitana, entre outras funções, a fiscalização tem como objetivo saber quantos passageiros pagaram a tarifa correta, ponte ou capital.

“Ele confere catraca, validador e conta os passageiros. Verificando os dados a serem registrados no boletim de acompanhamento.” salienta a assessoria.

Se para alguns, a parada ali na ponte é perda de tempo, segundo a Sogil a validação dos dados é necessária a fim de que a empresa tenha o controle total da entrada de tarifas e quantidade de passageiros transportados.

Conforme explica a empresa:

Os fiscais, no geral, têm a função de fiscalizar e controlar a realização dos serviços, identificando se tudo está conforme o planejado”.

Isso envolve: cumprimento de horários, operação dos motoristas, cumprimento de regras e normas do transporte coletivo.

Os fiscais que ficam nas contagens também realizam este trabalho. A contagem significa identificar o número de clientes que paga uma tarifa menor (ponte) e o número de clientes que paga uma tarifa maior (Porto Alegre). Além de clientes que são isentos do pagamento de passagem. Para que este controle chegue correto à empresa.

Isso é importante para que os recursos do sistema sejam corretamente arrecadados e contabilizados.

Além disso, os fiscais também são apoio para os clientes em relação a informações sobre o funcionamento da empresa e do transporte coletivo. Bem como auxiliam em casos especiais de necessidade de transbordo.

A reportagem observa que no Estado é relativamente comum esse tipo de trabalho, tendo como exemplo a empresa Citral, responsável pelo transporte em Taquara e Serra Gaúcha. Naquela região não existe ponto fixo de fiscalização, mas, o fiscal embarca no ônibus em qualquer parada e carimba os tíquetes dos passageiros com a inscrição “fiscalizado”.

Também em Canoas, a Vicasa conta com ponto fixo na divisa com Porto Alegre e faz as mesmas atividades que a Sogil e a Transcal na Ponte.

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