Nostalgia toma conta do centro de Gravataí em encontro de carros antigos

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Fotos: Andreo Fischer

Andreo Fischer

Não são carros velhos! E sim, carros clássicos! E foi em um clima familiar que ocorreu em frente à Igreja Matriz de Gravataí neste domingo, 15, o segundo encontro de Fuscas, o Fuskarecos. A reunião dos automóveis trouxe veículos anos 71, 74 e outras edições, além de carros como Opala Comodoro, Variant e até uma Kombi Corujinha toda vermelha. Até a nossa redação participou com um Chevette DL 92.

A presidente da associação Fuskarekos Ana Cristina Eberhardt Eich, a única mulher presidente de associação automobilística do RS, disse que tudo começou em grupos de WhatsApp e que como está fazendo bacharelado em administração, resolveu dar  o ponta pé inicial para fazer o projeto acontecer. Ela conta que esta associação é legalizada e comandada por três casais, sendo seu esposo como tesoureiro. O primeiro encontro foi no parcão e teve 110 carros com divulgação no Facebook e Instagram.

Ana Cristina, a única mulher presidente de um clube automobilístico no Estado
Seu Fusca 1971

– Preferimos qualidade à quantidade. – diz Ana Cristina sobre novos associados.

– O clube é totalmente voltado para a família e precisamos selecionar quem entra para a nossa casa, nosso churrasco… – Completa.

Segundo ela, a paixão do casal é transmitida para a associação. Jean Martins é casado há 10 anos com Ana Cristina e os dois se conheceram em um Fusca e ali a história começou e se transformou no clube. São 18 carros associados.

Rodrigo Brandão é vice-presidente da entidade. Comenta que faz de tudo um pouco como a própria criação do nome do clube: Fuskarekos. Já a presidente, criou o logotipo.

Carlos Gonçalves vem de um clube de Alvorada e é parceiro da associação gravataiense. Ele é dono de um imponente Fusca 74 (um senhor de “só” 45 anos). Diz que uma vez por semana eles se reúnem para fazer o churrasco e colocar o papo em dia.

Um Fusquinha 74 capaz de colocar medo em qualquer 2.0

Nicolas Reis é dono de um verdadeiro possante: um Corcel I de 73 (uma máquina de 46 anos). O carro, segundo ele, sempre foi da família, mas há dez anos Nicolas pegou o carro num estado ruim de conservação e resolveu dar uma reforma. Ele ainda não correu atrás da placa preta por causa da burocracia é porque “um item e outro não são originais”.

Paulo César, um dos patrocinadores do Fuskarekos tem um Fusca 1985 com injeção eletrônica, dois carburadores, um motor de 1600 e garante: “O resto é tudo original!”.

O evento teve uma estimativa de 250 participantes com 50 carros inscritos como Opala, Fusca, Uno e Monza de 1993 para anos anteriores.

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