Lutador de Sumô de Gravataí precisa de patrocínio para disputar competição nos EUA

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Andreo Fischer

Andreo Fischer

Hoje aos 40 anos, Gustavo Rocha é um experiente lutador de Sumô e já pratica o esporte desde os 12 anos de idade. Atualmente ele é analista administrativo em uma transportadora e o nascido em Gravataí também é produtor rural.

O Sumô é a arte marcial mais antiga do mundo é uma luta com traços do xintoísmo (religião japonesa). O esporte tem mais de 2 mil anos. No Japão, os praticantes podem pesar até 250 kg e terem mais de 2 metros de altura. O vencedor da luta é aquele que conseguir forçar o oponente para fora do ringue ou for o primeiro lutador a forçar o oponente a tocar no chão com qualquer parte do corpo que não seja a sola dos pés. Segundo Gustavo, há em Gravataí apenas três desses esportistas, enquanto que na região metropolitana existe uma equipe com 30 atletas.

Gustavo já tirou a segunda colocação na modalidade adulto 100 kg. Seu filho na categoria fraldinha também levou o segundo lugar no pódio.

De 1992 a 2001 foi campeão de competições nacionais, estaduais e regionais. Mas foi em 2001 que ele resolveu pendurar o Mawashi (roupa do lutador de sumô) quando disputou seu último campeonato. Porém, o amor pelo esporte falou mais alto e ele retornou. Enquanto ficou fora, Gustavo se aperfeiçoou em Judô e Jiu-Jitsu.

Quando retornou em 2015, o esportista faturou diversos campeonatos a partir deste ano até 2019.

Equipe integrada por Gustavo (Segunda pessoa da esquerda para direita)

As dificuldades

Dia 19 e 20 de outubro Gustavo participará em Honolulu nos Estados Unidos, uma grande competição contra lutadores da Europa e Ásia com mais de 20 delegações.

O esportista não ganha nada para participar, mas estima gastar 15 mil reais entre passagens, hospedagem e alimentação. E diz que dentro de Gravataí é complicado encontrar patrocínio.

“Vou protocolar um pedido direcionado ao prefeito e ao secretário de esportes sobre um pedido de ajuda da prefeitura.”

“Sempre que explico a situação, o comerciante ajuda, mas não dá para forçar. Empresas menores ajudam mais. Tem que bater na porta, vou com a minha moto para buscar patrocínio. Cheguei a oferecer propostas mas não tive retorno. Tudo que vier é bem-vindo, bingo, rifa de celular, etc.”

Gustavo diz que já vendeu camisetas e almoços, tudo em prol de sua atuação no esporte japonês.

O contato do lutador é: 99883-8288

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