Familiares de menina com múltipla deficiência fazem bingos e bailes para arrecadar fundos em Gravataí

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Andreo Fischer

A menina Isabelli da Rosa Cardoso tem Paralisia Cerebral, Microcefalia, Catarata Congênita, Síndrome de West e problemas no quadril. O gasto para ajudar Isa gira em torno de R$ 6 mil por mês. Família pede ajuda.

Isabelli tem dois anos e oito meses e já sente na pele algumas dificuldades que passa diariamente. Sem poder falar, a menina tem convulsões, a Síndrome de West. Ela é cuidada pela mãe, o pai e a irmã. Isabelli também acumula outras deficiências como Paralisia Cerebral, Microcefalia, Catarata Congênita e problemas no quadril, uma luxação, por ficar muito tempo sentada. O pai, Valnei, assistente administrativo, estima que daqui a um ano a filha deva fazer uma cirurgia no quadril a fim de resolver o problema. A mãe, Kátia, passa o dia em casa cuidando de Isabelli e complementa a renda fazendo e vendendo doces, como quindim. A irmã, Maria Eduarda, auxiliar administrativa, trabalha estimulando a menina para que ela tenha mais qualidade de vida.

Valnei e Kátia, pais de Isabelli. Foto: Andreo Fischer
Maria Eduarda, irmã de Isa, ajuda cuidando da menina. Foto: Andreo Fischer

Os tratamentos mensais custam em torno de R$ 5 mil a R$ 6 mil.

Isabelli precisará de uma cadeira de rodas que custa mais de R$ 20 mil, já que ela crescerá e precisará do novo equipamento. A família não tem condições no momento e para isso promove bingos e bailes, o último baile rendeu em torno de R$ 1 mil reais, que segundo a mãe já ajuda na compra de medicamentos.

Os medicamentos

Canabidiol – 400 dólares (em torno de R$ 3200 na conversão) – dois frascos por mês

Keppra – em torno de R$ 200 – dois frascos por mês

Clobazam – R$ 30 – duas caixas por mês

Topiromato – em torno de R$ 180 – uma caixa por mês

Valpakine – R$ 20 – cinco vidros por mês

Isabelli tem 18 graus de deficiência nos olhos e por causa disso, usa um óculos que custou R$ 600 (só as lentes custaram R$ 400). Um tratamento chamado PediaSuit ajudaria a menina, são 30 dias corridos, quatro horas por dia, mas os procedimentos custam em torno de R$ 15 mil.

O transporte por ônibus também é complicado, por causa da falta de acessibilidade de alguns ônibus e porque a viagem se torna cansativa até o deslocamento para seus tratamentos. A mãe tentou matricular Isabelli em uma escola de educação infantil pública, até para a filha ter contato com outras crianças, mas foi informada que a escola não dispunha de professores qualificados para o caso da menina.

80% do cérebro de Isabelli foi comprometido e os 20% restantes são trabalhados para que “puxem” as funcionalidades do que foi comprometido. Nem sempre o plano de saúde cobre todas as despesas, pois há coparticipação, mas as talas e as órteses são fornecidas pelo SUS.

Dia 08 de novembro a família fará um bingo beneficente que visa arrecadar fundos para o tratamento da menina. Maiores informações pelo fone 51 98509 1582.

Para ajudar:

Banco Caixa

Agência: 2284 – operação 013 – conta 00032066-0

Isabelli da Rosa Cardoso

CPF: 053 048 410 26

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