Dono de circo relata problemas em se instalar em Gravataí devido à lei municipal

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Reprodução/Andreo Fischer

Foi cedida na sessão da câmara de vereadores de 14/11, a tribuna popular para que o circense Primo Augusto Bonaldo fizesse considerações sobre a lei 3510/14, que no artigo IV trata sobre a instalação de circos na cidade de Gravataí.

Primo tem um modelo de negócios baseado no ingresso popular dos espetáculos, mas para o ingresso custar R$ 5,00, o circo deveria ser montado em uma área pública desocupada, e de forma itinerante nos bairros, o que atingiria seu público alvo, as pessoas de baixa-renda.

No entanto, a lei municipal traz duplicidade de entendimento, quando no artigo 95 o texto proíbe a instalação de circos em logradouros públicos, que pode ser entendido como terreno da prefeitura ou a rua onde passam os carros.

Reprodução/Andreo Fischer

Por óbvio, em uma rua não poderia ser montado um circo, mas os vereadores que também usaram a tribuna fizeram a tradicional política ao dizerem “que a cidade tem leis como as outras, e que precisam ser respeitadas”. Até vereadores que derretem a prefeitura como torresmo entraram nesse tipo de discurso.

O que diz o dono do circo

Primo Bonaldo insiste que seu modelo de negócios é viável em Gravataí, o de cobrar entradas a preços mais em conta das famílias, mas o entendimento correto da lei 3510/14 é essencial para o circo se instalar em uma área pública da cidade, dentro dos bairros, já que o problema seria somente este, sendo que as demais exigências e documentações estão em dia.

“Hoje só tem espaço na parada 63 ou na 61, mas os terrenos são privados e o aluguel custa R$ 5 mil por quinzena. Minha entrada deveria custar R$ 30,00 se fosse desse jeito”. Destaca o circense.

Não houve consenso entre as pessoas e autoridades que falaram sobre o assunto na câmara.

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